Pular para o conteúdo principal

Destaques

Julio Damião sempre abrindo os olhos do mercado

  Júlio Damião Júlio Damião • 1º • 1º Estrategista em Finanças / (CEO) IBEFMG / Conselheiro Independente / London Stock Exchange (LSEG) - Refinitiv/ Mestrado (Business) / Professor (Compliance) / Estrategista em Finanças / (CEO) IBEFMG / Conselheiro Independente / London Stock Exchange (LSEG) - Refinitiv/ Mestrado (Business) / Professor (Compliance) / 1 h • Editado •  1 h • Editado • Tecla SAP:  A Evergrande (> Incorporadora imobiliária da China) entrou com pedido de falência nos EUA. Esta semana tivemos a notícia de que o presidente do conselho foi colocado sobre vigilância (preso em casa), e que as negociações das ações foram canceladas em Hong Kong. As ações já desvalorizaram 98%. A empresa acumula dívidas de U$ 340 bilhões (R$ 1,7 Trilhão) = Petrobras (R$ 471 Bi) + Vale (R$ 301 Bi) + Ambev (R$ 205 Bi) + Itaú (R$ 243 Bi) + Bradesco (R$ 140 Bi) + BTG (R$ 124 Bi) e BB (R$ 135 Bi) Juntas... Tem mais de 1.300 empreendimentos e 200 mil funcionários. As agências de risco ...

Novo mundo

Construção

Matteo Orlandi - Pixabay

Europa

Tensão no Norte – A guerra na Ucrânia, nunca foi sobre disputa de solo fértil. O enfrentamento de potencias bélicas, decide a dominação global. Grupos de poder se enfrentam numa batalha para controlar os meios de produção, logística e influência no pensamento. A virada do século, trouxe uma nova visão de mundo, até então centralizada no eixo norte Atlântico, Londres-New York. De lá para cá, Pequim e Moscow ascenderam como potencias econômicas, seja fornecendo produtos para as prateleiras das lojas, seja gás para os aquecedores. Nesse movimento outras forças cresceram no rastro desta transformação. Berlim vinha se consolidando com um hub na distribuição de gás na Europa, os gasodutos da série Nord Stream selariam esta parceria com Moscow, tornando a Alemanha uma potência de influência no grupo Europeu, no setor de energia, vital para a virada sem carbono. O sangue em solo ucraniano é para “limpar” esta disputa de poder. O velho grupo de Bruxelas, contra as novas forças emergentes de Shanghai.  O eixo formado entre Brasília, capital do agro da nova fronteira latina e a cidade de Frankfurt, passando por Pequim, traça a nova rota da seda, isolando o velho continente e os EUA do comercio global, conectando o restante do mundo que tem potencial de crescimento econômico, integrando Brasil, Austrália, China, Índia, Oriente Europeu, Oriente Médio, Rússia e Alemanha. Esta disputa tem muitas batalhas pela frente, o destino está traçado, o tempo dirá para onde o centro do mundo irá.  (Pesquise: Rodovia Transoceânica – Brasil/Paraguai)

Aukus – O acordo realizado entre EUA, Reino Unido e Austrália, para a construção e fornecimento de submarinos nucleares estacionados na Austrália, está sendo encarado por Moscow como uma ameaça aos acordos de não proliferação de armas nucleares. Pequim endossou, os protestos russos, alegando que mesmo equipados com armas convencionais, estas naves representam uma ameaça.

EUA

FED – Diz a lenda que quando o BC começa a subir os juros ele vai até que algo quebre. As atuais falências dos bancos nos últimos dias pode ser o sinal de que o FED recebeu o alerta de risco do mercado. A pressão sobre o mercado financeiro pode estar no limite da elevação das taxas. O stress enfrentado no final de semana passado ilustrou o que está nos corredores do poder, a fragilidade da economia e o risco de um cenário semelhante ao crash de 1929, assustando os comandantes da política econômica americana. Resta saber se foi o suficiente ou ainda serão necessários mais sinais de fratura.  

Clima – Ainda tentando mudar o perfil de emissões dos EUA o governo Biden, deve viabilizar o projeto de construção e exploração de petróleo no Alaska. Vital para economia local, Willow Project como é conhecida a iniciativa, deve ajudar na queda dos custos de energia para o país. Envolto a muitas controvérsias devido ao impacto ambiental local e a ameaça de liberação de 9,2 milhões de tonelada métricas de carbono, a reserva tem potencial de 600 milhões de barris.

 Ásia/Pacífico

Onda – O mercado asiático sentiu a onda de stress que circulou no mercado americano no fim de semana. A queda ontem foi generalizada. O índice de preços a consumidor é aguardado com ansiedade pelos investidores. A locomotiva americana ainda ameaça os mercados globais.

Consumo – O novo primeiro-ministro chines, deu a tônica do que deve ser a nova política econômica da China. Ao alertar que as preocupações do cidadão comum estão mais centradas em questões que envolvem moradia e bem estar. Li Qiang, mostrou que as políticas do país buscarão alavancar o crescimento do PIB, mais apoiados no consumo interno. A mudança do perfil social do povo chinês chegou a um ponto de amadurecimento do mercado interno. Suprir as necessidades pessoais deve elevar o sentimento de satisfação afastando pontos de revolta e insatisfação com o governo central do Partido Comunista.

Segurança – Preocupado com a segurança dos usuários e os riscos de espionagem, o governo indiano, está implementando regras sobre a possibilidade de remoção de aplicativos pré instalados nos smartfones. Tais aplicativos poderiam ser um ponto de risco para os usuários. Estas novas normas podem afetar produtos como Samsung, Xiaomi, Vivo e Aple.

África

Energia – Black Rock investe no mercado de energia. O fundo Climate Finance Partnership administrado pela gestora, está adquirindo 31,25% do projeto Lake Turkana Wind Power (LTWP), com capacidade de geração de 310 megawatts de energia eólica no extremo norte do Quênia.

Refinaria – Segundo maior produtor de petróleo bruto na África. Angola vem implementando a ampliação de sua capacidade de refino. Calinda, uma das três refinarias pretendidas por Angola, com capacidade de produção de 60 mil, tem a previsão de iniciar as atividades já em 2024. A guerra da Ucrânia mostrou a necessidade de o país buscar a autossuficiência no processamento.

América Latina

Teto gastos - Acertar a mão no arcabouço fiscal é mais relevante do que discutir meta de inflação, diz Haddad – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avalia que, se o governo “acertar a mão” no novo arcabouço fiscal, o impacto sobre a economia será muito mais relevante do que discussões em torno da meta de inflação, que ele defendeu sejam feitas sem ruído – Money Times.

Reforma – A reforma tributária segue em tramitação no congresso Brasileiro. As discuções em separado pela Câmara e pelo Senado pode retardar a aprovação das reformas. Há quem sustente que a iniciativa da Câmara de tratar o projeto desta forma custara um tempo precioso ao país.

Tempestade – O Peru segue enfrentando o resultado do ciclone Yaku. Na região por onde passou deixou morte e destruição. Quatrocentos distritos estão em estado de emergência. O governo busca coordenar os trabalhos de resgate e salvamentos das vítimas.

Commodities

Minério de ferro – O mercado manteve-se estável em Dalian, com -0,2% de queda, a onda vinda do mercado americano derrubou os ânimos no oriente. Singapura negocia a tonelada a US$ 131.90, alta de 0,29%.

Petróleo – Ainda sente os impactos no setor financeiro nos EUA, em queda o
Brent está cotado a US$ 79.16, rompendo a barreira dos 80 dólares com queda de 1,59%

IBOVESPA

Perspectiva – O cenário econômico global tem se mostrado instável após 2020. A colocação de novos IPOs, tornou-se um desafio para os gestores de empresas. Expandir um negocio diante das perspectivas atuais requer muito planejamento e um profundo embasamento dos conhecimentos do mercado em que se atua ou pretende atuar. O novo horizonte ainda não se desenhou claramente. A safra de novas participações deve ser adiada até que o nevoeiro se dissipe no mercado.

Visão

Estar à frente de novas realidades, exige que tenhamos o desapego as velhas crenças. O mundo se transformou e não voltara atrás nos acontecimentos. A concentração de poder não resiste as pressões da insatisfação. Por mais longo que seja o domínio sobre uma sociedade ou território, um dia toda fortaleza se desmancha. Chegamos ao fim de uma era. Nossa tarefa é a construção de um novo formato de coexistência entre povos e nações. A construção desse novo tecido social, está nas mãos das novas gerações, neste momento é preciso a que haja um entendimento entre os que já foram e os que virão na linha da vida. Sem a vitalidade do novo e o conhecimento do velho, não se constrói com solidez e equilíbrio. 

Comentários

Postagens mais visitadas