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Alarme!!
Alarme!
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| Peter H - Pixabay |
mudei a linha de edição de hoje.
Confiança
No passado, o valor de um ativo, esteve diretamente relacionado
ao seu equivalente em ouro. O ouro puro, é ouro em qualquer circunstância, esta
perenidade lhe conferiu o status de padrão. O sistema financeiro atual, está alicerçado
na confiança depositada nos operadores. Em tempos críticos como vemos hoje,
qualquer deslise no comportamento da gestão de fundos pode ser a causa da queda do sistema.
A delicadeza do equilíbrio financeiro global, está ameaçada pela sua
interligação entre instituições transnacionais. Como em um castelo de cartas, a
queda de uma das empresas pode arrastar todo o sistema.
Origem
O confronto vivido no território ucraniano, é parte da batalha
travada nos bastidores da hegemonia econômica americana. No esforço de
reconstrução da segunda guerra mundial, o mundo passou a enxergar o dólar como
referência de padrão. O acordo de Bretton Wood estabeleceu a paridade
ouro/dólar/demais moedas. De lá para cá ficou estabelecida a “confiança” no
sistema financeiro de palavra. O que estava no contrato era valido, a garantia passou
a ser a estabilidade do sistema.
A disputa
O impasse entre a Rússia, apoiada a distância por China, Índia
e alguns países árabes, e os EUA e boa parte da Europa, se deve a disputa pelo
controle do sistema de compensação de valores globais. A paridade frente ao dólar
já não satisfaz os interessados na troca de riquezas. Financiar o seu
controlador não é de interesse dos membros do sistema. O desmonte da estrutura,
ameaça o sonho dourado euro americano.
Domínio
Na década de 1970, com o fim da paridade ouro/dólar e a subida
do petróleo, a referência do mercado passou a ser a associação petrodólar como
padrão de troca. De lá para cá o mercado se estruturou baseado na estabilidade
da moeda americana e no volume de petróleo negociado. Os anos que se seguiram, impulsionaram
as economias através da estabilidade da economia americana e da emissão de
moeda. O excesso de confiança neste sistema após a “morte” da URSS – União Soviética
em 1989, em que o mundo respirava livre da ameaça comunista. Alavancou ideias
de fortalecimento da economia oriental e da introdução do sonho da democracia
no dragão do Oriente.
Distração
Ao ignorar as leis da prudência e da parcimônia, a economia
americana e o mercado mergulharam na farra do dinheiro barato. A injeção de dólares
na economia global, através da transferência de frentes de trabalho para
regiões mais baratas, da expansão do consumo e da redução de preços relativos.
Criou no mercado a ilusão de fartura sem trabalho. Bastava uma boa ideia e rios
de dólares corriam para criar novos mercados. Muitos projetos nasceram e morreram
nesta estrada da fortuna.
A importância
Esta fase foi fundamental para o avanço tecnológico e social.
Regiões que não tinham acesso a estruturas básicas puderam adentrar ao mundo
tecnológico. O desenvolvimento experimentado
pela região do oriente extremo, alavancou economias que ainda estavam ligadas
ao extrativismo a apenas 30 anos de nossa história.
A China que na década de 1950 era um país longínquo e
mergulhado no ostracismo, hoje é a locomotiva da economia global, avançando com
centro tecnológico do terceiro milênio.
A Rússia que depois da queda do muro de Berlim, resultou em
uma nação poderosa militarmente más destruída economicamente, vem se levantando
como uma potência no mercado de insumos energéticos e agrícolas.
O Brasil saltou de uma economia atrasada e dependente para a
liderança tecnológica e produtiva no setor de alimentos.
A Índia se consolida como potencial fronteira no setor de TI
e na indústria química. Com um mercado consumidor ainda em nascimento.
Fim do modelo
Todo esse processo, chegou ao fim. Com novos jogadores na
mesa de cartas, as lideranças que alicerçaram o modelo econômico atual, já não
tem a força necessária para impor suas determinações aos demais jogadores.
Europa e EUA, hoje são potencias laterais no eixo produtivo global. O domínio dos
centros econômicos e financeiros de Londres e New York já não adestram os
demais membros da comunidade econômica mundial. Uma nova equação de poder deve
ser desenhada.
A constatação
A atual crise que assola as economias é devido ao fim desta
estrutura, que se deteriora a um ritmo muito acima do esperado. Os eventos de
2020 a 2023 precipitaram o que já se vinha desenhando ao longo das últimas
décadas.
O American Dream, tão bem vendido pelas películas de Hollywood,
foi comprado e hoje é controlado por empresas que não são MADE IN USA. O trabalhador
médio americano, hoje lava banheiro, e compra computadores IBM chineses fabricados
pela LENOVO de Pequim. O suor arrancado na entrega de pacotes do Alibaba em Paris,
se transforma em rubros para pagar o gás vindo da Rússia. O jovem especialista
em software, trabalha de sua casa no Wyoming, atendendo a clientes de um call
center sediado em Deli, saboreando um hamburger criado nos pastos do interior de Tocantis no Brasil.
O horizonte
Em meio a tudo isso, encontrar um novo modelo de negociação
global será fundamental para evitar o colapso total, que poderá levar o mundo a
um conflito armado sem precedentes na história. Os remendos realizados no velho tecido, da
economia global centralizada em uma única potência econômica, já não produzem
os resultados necessários. A queda das cartas no castelo está tomando um ritmo
em que não será possível segurar o todo.
Morrer lutando não é a opção. Se faz necessário encontrar um
ponto e convergência nesta batalha travada nos bastidores da geopolítica. A queda
vertiginosa do petróleo nos últimos dias é mais um sinal de alerta do perigo se
aproximando.
A economia global está interligada num nível que a repetição
da crise de 1929, trará uma devastação que levara mais de meio século para ser
recuperada. Os custos sociais e de vida serão avassaladores. Somente a extinção
do Banco SBV trará um atraso no desenvolvimento tecnológico que custara cerca
de vinte anos para acertar o passo. O Banco foi uma autoridade no fomento desta
indústria tão necessária para a evolução humana. Órfãos tecnológicos estão a busca
de novos financiadores e sem o amparo de quem atuava no ramo a quarenta anos.
Aleta
Lideranças e autoridades não podem dormir sobre seus
afazeres, egos e pudores não devem ser conselheiros em tempos de perigo.
Encontrar uma nova direção é a ordem do dia. Estabilizar o sistema e encontrar
uma nova maneira de gerir os interesses e conflitos está na frente das
particularidades de cada um. O mundo é novo, apenas nós e que não nos demos
conta ainda.
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